As oportunidades de inovação no varejo

Chegamos em 2021 com a revolução no varejo em curso. Do administrativo à indústria: nada mais será como antes. Se a inovação e transformação digital eram uma tendência, agora é realidade. 

De acordo com a consultoria pwc, a pandemia de 2020 acelerou o ritmo de mudanças comportamentais relacionadas ao modo como as pessoas vivem suas vidas – como trabalham, comem, se comunicam, se divertem e aprendem. 

No Brasil, os padrões de consumo de compras de mercado, entretenimento, assistência médica e até de dados mudou.

Fonte: pwc

Tendências no varejo

De acordo com a Euromonitor International, das 10 tendências de comportamento mapeadas, quatro delas influenciam diretamente os rumos que o varejo irá tomar: 

  • (Re)construindo um mundo melhor: agora, as empresas precisam se preocupar além da receita. Dessa forma, precisam ajudar a remodelar o mundo de uma forma mais sustentável e liderar a mudança de uma economia orientada por volume para uma economia baseada em valor.
  • Experiências pré-planejadas: as empresas devem preservar a jornada de compras rápida e consistente em todos os canais.
  • Realidade figital: o mundo físico e o digital se complementam. Com isso, as empresas podem integrar processos virtuais em seus espaços físicos para oferecer conforto e experiências inusitadas. 
  • Bem-estar em primeiro lugar: a pandemia reconfigurou vidas diárias, testando a resiliência mental, restringindo experiências e provocando choques econômicos. Agora, as pessoas têm uma nova compreensão de si mesmas e de seu lugar no mundo, buscando uma vida mais plena, equilibrada e auto aprimorada. Dessa forma, as empresas devem fornecer produtos e serviços que apoiem a resiliência e o bem-estar mental.

Como a própria Accenture ressalta: 2021 vai redefinir o século 21. Segundo a pesquisa, este ano será dedicado à criação de novas diretrizes para nos ajudar a descobrir o que ainda está por vir e a planejar a rota para o mundo em que queremos viver. Seja uma empresa parceira

Visão do especialista

José Galló, Presidente do Conselho da Lojas Renner e Embaixador Endeavor, disse no podcast RádioCash que “o varejo online é uma realidade que vem crescendo em ritmo acelerado no Brasil. Dentro desta tendência, além dos marketplaces horizontais, surgirão os verticais, especializados em segmentos específicos. As cadeias de lojas passam a ser multicanais, onde o grande desafio é criar uma experiência encantadora de compra, seja física ou virtual. Assim, as lojas físicas não deixarão de existir, desde que criem uma experiência única e diferenciada, já que a socialização, a emoção e o entretenimento  que elas proporcionam, não podem ser substituídos apenas pelo online”.

O que fazer diante desse cenário?


De acordo com Satya Nadella, CEO Microsoft, “as empresas precisam adotar quatro pilares importantes: conhecer os seus clientes, capacitar seus funcionários, criar uma cadeia inteligente de suprimentos e repensar/reestruturar o varejo.”

Considerando as tendências para 2021 mapeadas pela Accenture, eis alguns caminhos que podemos seguir:

Experiências dentro de casa 

Por um bom tempo, precisaremos de novas soluções que entregam experiências longe dos espaços físicos das marcas, onde antes consumidores e empresas interagiam. Dessa forma, para inovar, será necessário encontrar maneiras de entregar satisfação por meio de abordagens imersivas e recriar experiências out-of-home dentro de casa com novos dispositivos. 

Entrega de satisfação do começo ao fim

É preciso considerar o supply chain como um impulsionador de crescimento. A demanda por personalização é uma importante oportunidade – que requer às cadeias de suprimento serem mais flexíveis, responsivas e sustentáveis.

As casas se tornaram vitrines criando relevantes problemas de visibilidade e uma demanda por novas soluções de supply chain que as empresas devem agora aprimorar.” Accenture

A necessidade de inovação no varejo é urgente

Empresas devem repensar suas abordagens de inovação, oferecendo ferramentas para cocriação e capacitando as pessoas para serem mais criativas. E, também, se aproximando de marcas emergentes que já causam uma disrupção no setor – como é o caso das scale-ups. 

Por outro lado, precisamos que as scale-ups varejistas também procurem inovar e buscar eficiência operacional dentro deste novo contexto.

Ao analisarmos esse mercado para desenhar a tese do Programa Scale-Up Endeavor Varejo 2021, que vai acelerar as scale-ups varejistas que mais estão crescendo e se destacando no setor, vimos que as empresas precisam focar em três pilares:

  • Marca e experiência: uma marca forte gera desejo e confiança ao consumidor inspirando propósito para o ecossistema. Além disso, uma experiência marcante encanta o cliente e garante satisfação e faturamento incremental.
  • Produto: o produto deve ser relevante a uma necessidade real e resolver um problema de uma maneira inovadora e eficiente.
  • Eficiência operacional: operações extremamente eficientes em produção, mix de produto, preço e praça. Com isso, é possível realizar expansões e crescer exponencialmente mesmo sem uma inovação tão aparente.

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Inovação no varejo por quem faz


Nas palavras de Luiza Helena Trajano, na edição de 2020 do Programa Scale-Up Endeavor Varejo: “o varejo é um dos maiores geradores de empregos no Brasil. E não há nada mais importante do que empregos e saúde em um país em desenvolvimento”. Por isso, estamos aqui para construir, juntos e juntas, o ecossistema varejista que queremos para o futuro.

E essa construção em conjunto envolve vários players para o ecossistema, principalmente scale-ups e as empresas.

De um lado, scale-ups têm sua velocidade de crescimento acelerada pelo apoio das empresas que atuam como clientes, parceiros ou investidores. E, do outro, a inovação aberta pode ajudar as empresas a encontrarem novas maneiras de resolver problemas urgentes e construir uma reputação positiva no ecossistema. 

O case de inovação no varejo da Arezzo&Co

Arezzo&Co criou o ZZ Ventures para se aproximar ao universo de startups e scale-ups e acelerar ideias convergentes ao ecossistema do grupo. Por isso, patrocina os Programas Scale-Up Endeavor Retail Tech e o Varejo em 2021 como um dos primeiros passos em direção à revolução do mercado de moda no Brasil. 

Com o programa Scale-Up Varejo, buscamos olhar para novas marcas que ampliem nosso leque, com potencial de crescimento, valores similares aos nossos e comandadas por empreendedores diferenciados. Como sempre dizemos, somos uma empresa que olha para CPFs, e não para CNPJs. Assim, nosso objetivo, como uma empresa de DNA empreendedor, é apoiar outros empreendedores que tenham ideias inovadoras e a determinação de fazer acontecer.” Aline Penna, Diretora Executiva de Estratégia, M&A, CVC e R.I. da Arezzo&Co

Veja a tese de inovação da Arezzo&Co aqui

A rede que está transformando o varejo no Brasil


inovação varejo

Empresas de todo o mundo têm despertado para o fato de que ecossistemas abertos e colaborativos geram mais inovação e crescimento para todos os envolvidos. Assim, vamos construir, juntos e juntas, o varejo brasileiro que queremos para o futuro. Seja uma empresa parceira