Diário de um intraempreendedor: os primeiros meses como head de inovação na Endeavor

Por anos, trilhei minha carreira como executivo de marketing e inovação. Senti na pele os desafios de construir um posicionamento consistente para o grande público e as dores de implantar uma mentalidade de inovação em uma grande empresa de um mercado tradicional.

Nesses anos, eu abracei a causa empreendedora na pessoa física: mentorando empreendedores e empreendedoras, atuando como investidor anjo e participando do Conselho de startups. Algumas vezes, me sentia mais realizado como mentor do que como executivo. 

Isso me fez repensar o que eu queria para a minha carreira.

Eis que recebo uma mensagem da Paula Oliveira, Gerente de Gente&Gestão da Endeavor, que endereçou meu futuro. 

Este ano, abraço por inteiro a causa empreendedora inaugurando a cadeira de Diretor de Inovação, responsável por inovação aberta, produto e tecnologia na Endeavor. 

Uma área completamente nova para apoiar, com cada vez mais impacto, as scale-ups do Brasil. E isso é uma das coisas que mais admiro na Endeavor: ela nunca é a mesma. 

Exemplifico isso através da atuação da Endeavor em inovação aberta. A história começa em 2013, quando fizemos o nosso primeiro programa de aceleração com apoio de uma  grande empresa. Nesse período, as corporações eram apenas viabilizadoras  do nosso trabalho, já que o valor dos patrocínios escalavam o nosso apoio a empreendedores e empreendedoras. 

Em 2016, percebemos que as corporações, mais do que viabilizadoras, poderiam ser uma forma das scale-ups acessarem novos mercados e capital. Focamos na geração de negócios, o que nos levou ao próximo passo: educar os heads de inovação para que as negociações entre scale-ups e empresas  fossem ganha-ganha. Já 2019 marca o ano em que atuamos cada vez mais ativamente na conexão entre empresas e scale-ups, focando em gerar negócios mais saudáveis, com maior taxa de sucesso e que desenvolvam os dois lados da parceria. Com esses aprendizados, lançamos o primeiro playbook de inovação aberta no Brasil, você pode conferi-lo aqui.

Descobrimos, nesse percurso, que um dos principais propulsores do desenvolvimento do ecossistema é o relacionamento entre scale-ups e empresas. 

Chegamos em 2021 com mais de 60 parceiros que já confiaram  na Endeavor para acelerar seus resultados em inovação. Até hoje, já foram cerca de 120 negócios gerados entre empresas  e scale-ups, mais de 70 só em 2020, e 600 executivos impactados por nossas ações de educação. 

Ainda assim, sabemos que, mesmo diante de uma evolução brilhante do nosso serviço, precisamos ir além. 

O cenário atual é altamente competitivo, incerto e complexo. Nele, a tecnologia avança rumo à singularidade e o crescimento do mercado já não é linear, mas sim exponencial. 

A transformação digital fez seu chamado final em 2020. Agora, corporações de todo o mundo têm despertado para o fato de que ecossistemas abertos e colaborativos geram mais inovação e crescimento para todos os envolvidos.

Além disso, essas corporações já deram um grande passo nesse ecossistema. Os desafios são cada vez mais complexos: M&A, Corporate Venture Capital, novos negócios e inovação de impacto. 

Vemos que o mundo mudou. A inovação aberta evoluiu. E nós também. 

Aqui na Endeavor, em 2021, trabalhamos para apoiar as empresas que querem crescer e se destacar em mercados mais competitivos.

Hoje, estou do outro lado do balcão da inovação. Completamente inspirado por tudo que foi feito até aqui. E imensamente empolgado com o que vamos construir daqui pra frente.