Rock Content: a scale-up que busca ser exemplo de diversidade global

Desde o dia 1, a Rock Content se preocupa com cultura e diversidade. Hoje, busca ser exemplo de diversidade global. Conheça as iniciativas dos Empreendedores Endeavor Diego, Edmar e Vitor. 

Diego Gomes, Edmar Ferreira e Vitor Peçanha sempre quiseram ir ao infinito e além. Em 2012, queriam construir uma empresa de impacto no Brasil. Hoje, o trio lidera a Rock Content, a maior scale-up de marketing de conteúdo de Minas Gerais, do Brasil e da América Latina. 

O segredo para atingir o sonho grande? Cultura, pessoas, diversidade e criação de um espaço de trabalho acolhedor, divertido e seguro

Como líderes, os empreendedores sempre entenderam que as pessoas vão além da mão de obra. Crescer uma scale-up envolve construir um espaço inclusivo e diverso. Por isso, incentivaram que os Rockers – apelido dado aos profissionais que trabalham lá -, levassem sua integralidade ao trabalho, para oferecerem o melhor de si como profissionais e seres humanos. 

Esse trabalho começou na construção da cultura no primeiro ano de existência da scale-up, que era baseada em aprender – ensinar – resolver. Aos poucos, com grande apelo dos Rockers, iniciativas oficializadas de diversidade e inclusão foram surgindo. 

Sempre fomos uma empresa diversa. Sempre nos preocupamos, de forma não oficial, em trazer pessoas diferentes para o nosso time. 

Parece óbvio que contar com funcionários com diferentes backgrounds e pontos de vista faz a empresa ampliar suas possibilidades de novos processos, novas soluções para velhos problemas e novas formas de fazer negócios.

Com uma cultura baseada em aprender, ensinar e resolver, nosso time tem o costume de discutir sobre o tema, mas sentíamos que faltava uma iniciativa formal da empresa para fomentar a diversidade e inclusão. 

Por isso, convidamos algumas pessoas do nosso time para estruturar uma área de DEI dentro do time de Pessoas e Cultura.” — Vitor Peçanha, Empreendedor Endeavor e co-fundador da Rock Content 

Censo de diversidade: o primeiro passo

Em 2018, o cargo de Diversidade e Inclusão foi criado, ficou na Diretoria de Pessoas e era responsável por cuidar de Cultura, Diversidade e Inclusão. 

Eu e meus sócios demos total liberdade para esse cargo. Nós apenas apoiamos, mas tentamos não enviesar as tomadas de decisões.” — Vitor Peçanha

Primeiro passo dado. Então, antes de começar as ações, era preciso realizar um censo para entender o cenário da empresa. Como era a primeira vez que faziam isso, o propósito da ação foi apresentado na reunião de kick off para evidenciar o quanto o mapeamento da diversidade era importante para a Rock.

Com o resultado do censo, foi possível descobrir, com base em dados, quais eram as maiores lacunas e os caminhos que deveriam seguir. O principal indicador que aponta se a scale-up é diversa são os números do Brasil, comparando a porcentagem de diversidade da empresa – e da liderança da empresa – com a realidade do país.

Como a Rock Content atua em Diversidade & Inclusão?

Hoje, a estratégia de Diversidade, Equidade e Inclusão está focada, principalmente, na mensuração da diversidade de pessoas que compõem a Rock, na formulação de políticas internas, tais como: ações afirmativas, rotinas educativas, empoderamento e pertencimento dos grupos socialmente marginalizados e segurança psicológica de todas as pessoas.

O grande objetivo é que a Rock Content seja uma empresa incrível de trabalhar. Eu lembro do Diego, hoje CEO, sempre falando que se um dia ele não quiser trabalhar na Rock, tem uma coisa muito errada. Nós queremos que nossa empresa seja boa para todo mundo que está aqui.” — Rita Lisboa, COO e uma das primeiras Rockers contratadas 

Iniciativas

Entrevista de fit cultural 

A entrevista de fit cultural começou a ser feita em 2016. E foi essencial para a criação da cultura da Rock Content. Dessa forma, ela acontece no meio do processo seletivo e está sob responsabilidade do time de Talent Acquisition. Para realizar estas entrevistas, existe um Comitê de Fit Cultural formado por Rockers das mais diversas áreas e que mudam a cada 6 meses. Estas pessoas são treinadas para realizar esta entrevista com foco total em Cultura. 

A entrevista já filtra a importância de alinhar expectativas sobre diversidade e inclusão. Não procuramos pessoas prontas, mas avaliamos se elas têm capacidade de aprender e mudar a forma de pensar.” — Vitor Peçanha

Contratações exclusivas 

Depois do Censo de 2018, o time percebeu que precisava melhorar a representatividade de pessoas com deficiência dentro da empresa – atualmente elas representam 3.3% da força de trabalho. Por isso, realizaram um processo específico de contratação, pelo qual avaliaram e redirecionaram 100% das candidaturas.

Avaliação de desempenho com base em valores

Além do fit cultural, a partir de 2021, a avaliação passou a ser feita para além das entregas, mas sim como a pessoa é promotora dos valores. Levando em consideração as ações e atitudes na promoção de um ambiente mais inclusivo. 

Passamos a tratar a visão inclusiva como uma soft skill a ser avaliada e/ou desenvolvida, tanto em nossas pessoas quanto em aspirantes a Rocker.” — Rita Lisboa

Código de Conduta

O Código de Conduta da Rock Content conta com políticas para prever qualquer tipo de discriminação ou comportamento indesejado contra as pessoas. A partir de 2021, foi feita uma revisão para estender as políticas aos clientes, fornecedores e rede de talentos – anteriormente chamados de freelancer – em escala global.

Grupos focais

Antes mesmo da área de DEI ser institucionalizada, já existiam grupos de afinidade  dentro da Rock Content, criados por Rockers, para discutir sobre o tema e propor iniciativas. Eles foram criados de forma orgânica pelas pessoas colaboradoras da Rock ao longo dos anos. Atualmente eles possuem quatro grupos de afinidade. São eles: 

  • Women Rock – voltado para a igualdade de gênero.
  • Afro Rock – voltado para pessoas negras. 
  • Roqueer – voltado para pessoas LGBTQIAP+
  • Inclusion Rocks – voltado para Pessoas com Deficiência.

O time de DEI realiza reuniões com esses grupos para entender as prioridades pelas suas perspectivas, além de coletar feedbacks e demandas internas. 

Palestras educativas

Educação está no pilar da cultura da Rock desde sempre. Dessa forma, existe uma rotina de palestras voltadas à temática de Diversidade, Equidade e Inclusão.

Rock.org 

Rock.org é um projeto de voluntariado que existe na Rock Content desde 2019, que tem o objetivo de promover a educação e a empregabilidade, por meio do desenvolvimento de habilidades relevantes para o mercado de trabalho. 

A scale-up oferece bolsas de estudo 100% gratuitas para cursos Premium da Rock University para pessoas economicamente vulneráveis e grupos sub-representados. Em 2020, a ação impactou mais de 30 mil estudantes.

Essa é a nossa ação de giveback para o ecossistema local. Inclusive, já contratamos para o nosso time de marketing pessoas que foram treinadas no Rock.Org.” — Rita Lisboa

Em 2020, a Rock.Org realizou a primeira Semana Global de Voluntariado, envolvendo pessoas de todos os quatro países onde a Rock Content atua em uma série de atividades para arrecadar fundos para quatro ONGs, ligadas aos pilares prioritários de diversidade. Os Rockers comprometeram 1% de suas horas de trabalho para arrecadar fundos para a organização sem fins lucrativos, por meio de ações de gamificação.

Veja mais: Projeto mineiro une forças em escala global para apoiar a transformação social

Impacto

Os resultados do trabalho em diversidade e inclusão foram evoluindo com os anos, como podemos ver, de acordo com os pilares de atuação: 

diversidade rock content

Para além dos números demográficos, os esforços e percepções sobre a temática na empresa e a segurança psicológica das pessoas são avaliados periodicamente. O Censo conta com perguntas:  “Com que frequência você percebe discriminação explícita de qualquer forma acontecendo no Rock?” e “Pessoas pertencentes a grupos minoritários possuem as mesmas oportunidades na Rock Content” em uma escala de 1 a 5.  

Além disso, a scale-up divulgou um relatório para dimensionar os programas de impacto social e ações de diversidade e inclusão realizadas em 2020.Baixe aqui

Ao infinito e além

Depois de revolucionar o ecossistema de Minas Gerais e conquistar o Brasil, a Rock quer conquistar o mundo. 

Em 2017, a scale-up começava sua internacionalização para o México. Em 2021, já se consolida em dois outros países: Canadá e Estados Unidos. Porém, todo novo passo traz novos desafios para os empreendedores. 

A expansão internacional envolve muito mais do que instalar a empresa em um novo endereço: contratação de pessoas de culturas diferentes, mercados com costumes diferentes e, também, a noção de diversidade em cada país. 

Em janeiro de 2021, além do time de DEI, nós criamos o time Belonging para endereçar os desafios de integração de times internacionais e manutenção da cultura em todos os países em um ambiente online. Tem sido muito desafiador, mas estamos todos aprendendo juntos nesse processo.” — Nicholas Green, líder de Belonging na Rock Content

Agora, os desafios referentes à Diversidade e Inclusão ganham escala global. Cada localidade tem suas realidades e especificidades. Nesse sentido, é importante entender que as políticas podem ser pensadas globalmente, mas adaptando para as realidades locais. 

Neste momento, a scale-up passa por uma reestruturação da área de Diversidade, Equidade e Inclusão. 

A área tem conduzido entrevistas com diferentes departamentos e pessoas de todos os níveis hierárquicos. Isso permite um diagnóstico sobre a etapa em que a Rock se encontra na sua jornada de inclusão. Além disso, realiza também sessões de Design Thinking com os grupos de afinidade para estabelecer o Plano de Governança e a estratégia que guiará a scale-up nos próximos anos. 

O que fez diferença para as iniciativas darem certo?

  • Considerar diversidade e inclusão como vantagem competitiva;
  • É preciso aprender, testar, reaprender;
  • Escuta ativa para as vivências e experiências de pessoas de grupos socialmente marginalizados – e, com isso, pensar em ações de inclusão para elas;
  • A cultura é a base para um time diverso e inclusivo.

É impossível pensar a Rock sem diversidade. Isso melhora a vida dos Rockers, torna o ambiente mais agradável e mais plural. E é isso que sustenta a empresa. Se a gente tivesse um ambiente tóxico de trabalho, não teríamos a abundância de talentos que temos aqui.”  — Vitor Peçanha

Se tem uma coisa que a atuação da Rock Content nos ensina é que as empresas precisam de cultura para existir. Assim, a história da scale-up é escrita por quem está lá hoje e é exatamente isso que a levará adiante, transpondo barreiras, dominando outros ecossistemas globais e endereçando os problemas sociais de outros países. 

Nosso sonho é ser uma empresa diversa e inclusiva no mundoE, ao mesmo tempo, causar impacto local, no Brasil e em todos os os países que estivermos.” — Nicholas Green

A Rock Content prova que é por meio da intencionalidade e construção coletiva que constrói uma scale-up mais diversa e inclusiva. E, dessa forma, se torna um grande exemplo de diversidade global.